Todos os anos no dia 14 de Fevereiro comumera-se mais um dia dos namorados, ou será mais aconselhável dizer dias das amizades cloridas, sim isso mesmo, amizades coloridas, pois nos dias que correm já pouco se ouve soar a palavra namorado ou namorada.
Ao que se deve essa mudança cada vez mais acentuada? Talvez por perca de alguma identidade, liberdade, seja pelo que for tem demonstrado os seus efeitos.
Recuando no tempo, à era das nossos avôs ouvimos as histórias que nos contam, ou lemos algo que nos coloca por momentos naquele tempo, tempo esse em que para namorarem tinham que o fazer à fugida ou separados por algo físico, como era o caso da janela, e ai de quem fosse visto ou se atrevesse a ultrepassa-la para o seu interior, o pai do noivo encarregar-se-ia a tomar as devidas precauções, velhos tempos em que nos dias de hoje dizemos que eram duros e um pouco injustos, mas recuando novamente verificamos que a quantidade de casamentos que findavam eram muito menores que os do dia de hoje, porque será? Algumas respostas são do censo comum, outras apenas do foro matrimonial, mas que os casamentos duravam, lá isso duravam. Aplicava-se um pouco do lema que o fruto proibido era o mais apetecível, o que nos dias de hoje continua a ser, mas a questão aqui é, qual é o fruto proibido? Sim, pois vejamos alguns pontos divergentes entre a década dos nossos avôs e a nossa época, os avôs namoravam à janela, as roupas tapavam a maior parte do corpo, o respeito era mutuo-o, e quando se partia para o casamento era com os pés acentes na terra, já nós, sim nós, pois ainda sou um jovem na casa dos 30, temos tudo diferente, namoramos por aqui, ali, aqulá, com uma e outra, e ás vezes com mais que uma, as mulheres se vestem cada vez com roupas mais curtas ou até se poderá dizer em algum dos casos que mais parece pijama, sendo que alguns deles conseguem ser mais discretos ou menos ousados, já o respeito existe, mas no momento que algo corre mal, aí solta o que de pior há nessas situações, quando se parte para o casamento em alguns dos casos é com convicção que nada moverá a atitude tomada, como a convicção de que é mesmo aquela mulher ou homem que desejam, mas há outros casos em que apenas se parte com a convicção de que se não der certo vai cada um para seu lado, como se o casamento fosse algo que se compra numa loja qualquer e quando não se gosta, se encosta ou se deita fora, esquecendo-se do sentimento da outra parte e do seu estado psicológico.
Eis que ás vezes pergunto-me, “como seria se voltássemos um pouco ao tempo dos nossos avôs”.
Mas esses tempos já lá vão, agora à que saber-se lidar com as situações que escolhemos, por isso há quem lhe chame namoro ou amizade colorida, seja lá o que for deveremos sempre ter respeito pelo próximo.
terça-feira, 11 de março de 2008
...antes, agora
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